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PC WORLD, São Paulo, setembro de 2005 - O que sua empresa faz quando precisa comprar computadores novos, mas está com o caixa baixo? Muitas continuam sofrendo com os equipamentos obsoletos. Outras financiam a compra. E uma parcela grande não tem dúvidas é parte logo para o mercado cinza. Uma quarta opção está disponível agora. São os computadores de grife com preços acessíveis. Dois fabricantes de renome lançaram modelos de mesa nessa categoria: a HP apresentou o Business Desktop dx2090 Microtower, de 1.709 reais, e a Lenovo mostrou o ThinkCentre A51, que sai por 1.984 reais.

O que chama a atenção nos lançamentos é a semelhança das configurações. Em suas versões mais simples, com Windows XP, ambos vão com processador Celeron D 330J de 2,66 GHz, 256 MB de SDRAM DDR 400, vídeo integrado, porta de rede Fast Ethernet (10/100 Mbits), unidade de CD-ROM 48x, unidade de disco flexível de 1,44 polegadas e disco rígido SATA. A diferença é que o modelo da HP vem com uma unidade de 40 GB, enquanto o equipamento da Lenovo tem o dobro da capacidade de armazenamento (80 GB).

O processador Celeron D 330J tem barramento frontal de 533 MHz e soquete LGA 775, o mesmo usado nos modernos chips Pentium 4 Prescott. O sufixo J informa que o chip inclui o recurso Execute Disable Bit, que protege o sistema contra ataques de buffer overflow. Tanto o dx2090 quanto o A51 serão vendidos em gabinetes minitorre. No caso da Lenovo, essa versão será exclusiva da rede de distribuidores da empresa, enquanto o modelo desktop estará à venda no site da companhia. Em ambos os produtos, o monitor não faz parte do preço final.

Apesar de todas semelhanças, os projetos dos dois computadores diferem radicalmente. Enquanto a HP optou por um equipamento mais convencional, baseado no padrão Micro-ATX e na placa-mãe Gigabyte GA- 8S661FXM-775 com chipset SIS 661FX, a Lenovo preferiu o novo padrão BTX e a placa-mãe de fabricação própria, baseada no chipset Intel 915G.

Cada um dos projetos tem vantagens e desvantagens. O dx2090 combina recursos novos, como o soquete LGA 775, a porta SATA com RAID e a saída de som de seis canais, com outros nem tanto, como mais de uma porta IDE e slot AGP 8x, o que permite fazer upgrades sem muitos gastos. O A51, por sua vez, é mais fiel à plataforma Grantsdale, o que implica o uso de tecnologias mais avançadas, entre elas o barramento de memória dual channel, a aceleradora gráfica Intel GMA 900 e o barramento de dados PCI-E.Surpreendeu negativamente no produto da IBM o fato de não vir equipado com slot PCI-E x16, o que impede seus usuários de utilizar placas de vídeo mais velozes que a GMA 900 integrada.

Tanto o modelo da HP quanto o da Lenovo têm gabinetes de construção sólida e acabamento de primeira linha. Seguindo a tradição dos desktops IBM, o A51, da Lenovo, pode ser quase que totalmente desmontado sem o uso de ferramentas. No dx2090, que tem sistema de montagem padrão do mercado, a desmontagem é apenas parcial.

Nos testes de desempenho, a plataforma mais moderna do A51 confirmou o favoritismo, mostrando-se mais veloz que o dx2090 tanto nas análises sintéticas quanto nos testes de aplicativos. Isso mesmo com o recurso da memória dual channel desativado, já que veio com apenas um pente de memória de 256 MB. A máquina da Lenovo só peca mesmo pela ausência do slot PCI-E x16. Segundo a Lenovo, a explicação é simples: as pequenas e médias empresas, para quem o A51 se destina, simplesmente não estão interessadas no recurso. Azar do consumidor doméstico, que poderia ver nesse equipamento a chance de também substituir seu computador ultrapassado.

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